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Versos de Adriano Baptista com que ganhou o 1º Prémio nos Jogos Florais de Albufeira,

segundo notícia do Correio Olhanense de 18-09-1949, estavam obrigadas ao mote seguinte:

As tuas mãos pequeninas,
Gémeas do teu coração,
Ainda que, em prece, erguidas,
Nada pedem, tudo dão.

As tuas mãos pequeninas,
feitas de graça e ternura,
são duas pombas divinas
no céu da minha ventura.
Erguem-se por ti, por mim,
em preces de amor sem fim,
com que a tua alma iluminas,
e, na fé que a Deus conduz,
são meu guia, minha luz,
as tuas mãos pequeninas!

Mãos de princesa — escultura
duma beleza infinita,
nascendo de entre a brancura
dessa blusinha de chita.
São monumentos na vida
tuas mãos rezam, querida,
e ganham-te negro pão...
Mãozinhas de oiro de fada,
elas são, ó minha amada,
gémeas do teu coração.

Fui triste. E, junto de ti,
não sinto, nem de mansinho,
a tristeza que escondi
na sombra do meu caminho.
Sou feliz. Quem o não fora
sob a graça protetora
da tua fé: mãos unidas,
pombas num azul sem fim,
que não se afastam de mim,
ainda que, em prece, erguidas!

Bendita sejas, amor,
princesinha da virtude;
é no reino do Senhor
que a alma nunca se ilude,
Sei que por tua bondade,
não faltará claridade
jamais em meu coração...
Tuas mãos, pombas voando,
erguem-se, por mim rezando,
nada pedem, tudo dão.